Pular para o conteúdo

IA na advocacia: como usar sem correr o risco de jurisprudência inventada

Cronos Jurídico · atualizado em

Modelos de IA generativa podem produzir precedentes que parecem reais e não existem. A Recomendação 001/2024 do Conselho Federal da OAB não proíbe a IA, mas destaca a revisão pelo advogado, a confidencialidade e a ética. Na prática: só cite julgado que você abriu na fonte oficial e revise toda a peça.

Por que isso acontece

Um modelo de linguagem gera texto provável, não consulta um banco de julgados por conta própria. Sem acesso à fonte, ele pode combinar número, relator e tese plausíveis em um precedente que nunca existiu. Tribunais brasileiros já aplicaram sanções em casos de citação inexistente.

Cinco cuidados práticos

  • Abra cada julgado no site do tribunal antes de citar: número, relator, data e tese.
  • Desconfie de citação sem link ou com link que leva a uma busca genérica.
  • Prefira ferramentas que pesquisem em fontes oficiais e mostrem a origem.
  • Revise a peça inteira: a responsabilidade pelo que é protocolado é do advogado.
  • Verifique para onde vão os dados: o contrato e a política da ferramenta dizem se o conteúdo é usado para treinar modelos.

Como o Cronos limita esse risco

  • A pesquisa acessa só domínios oficiais, como jus.br e Planalto.
  • Um julgado só aparece se o link for de uma página que a busca realmente abriu. O que não confere é descartado, e a tela informa quantos foram.
  • Na minuta, a IA só pode citar os julgados conferidos. Sem eles, deixa a marcação [INSERIR JURISPRUDÊNCIA].
  • Isso reduz o risco, mas não elimina a conferência: o advogado deve abrir o inteiro teor.

Fontes

Material informativo. Não substitui a consulta à norma vigente, à jurisprudência atual e à regulamentação do tribunal do processo.